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Escarlatina


A escarlatina é uma doença febril aguda de natureza infecto-contagiosa. Os aspectos clínicos mais importantes são febre, faringite (infecção na garganta), inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço e o característico eritema com aspecto picotado da pele de cor vermelha, que dá a sensação de lixa ao toque.

• Causas

A escarlatina é provocada pela infecção por Estreptococos beta-hemolítico do grupo A produtores de toxinas. A maior parte dos casos ocorre durante os primeiros anos de vida escolar, entre os 3 e os 15 anos de vida.

A doença é mais frequente no Outono, no Inverno e na Primavera. O período de incubação é de 24 a 48 horas.

• Sintomas


A escarlatina começa habitualmente de forma súbita, com febre elevada (40ºC), dor de garganta, dores de cabeça, podendo ocorrer náuseas, vómitos, dor de barriga e dores nas costas e nos membros.

Um dos aspectos mais típicos da doença é o eritema, que se caracteriza pelo aspecto rugoso da pele e a cor vermelha. O eritema inicia-se no tronco 12 a 48 horas após o aparecimento da febre e espalha-se por todo o corpo em horas ou dias. Classicamente, verifica-se palidez em redor da boca. O eritema perde a cor vermelha quando se pressiona a pele e verifica-se descamação 7 a 21 dias após o início da doença. A língua mostra-se tipicamente com uma cor muito avermelhada e aspecto inchado e com as papilas vermelhas a que se dá o nome de "língua em framboesa".

A faringe e as amígdalas estão muito vermelhas e cobertas de pus.

• Diagnóstico


O diagnóstico é feito pelo aspecto típico clínico da doença e confirmado pela identificação do estreptococo no exame cultural do exsudado da faringe.

• Desenvolvimento


A febre e os diversos sintomas melhoram muito 24 a 48 horas após o início do tratamento antibiótico.

Quando a doença não é tratada correctamente, podem surgir complicações muito importantes, como a febre reumática (que pode surgir em média cerca de 18 dias após a escarlatina) e a glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica (que pode ocorrer em média 10 dias depois).

• Diagnóstico


A escarlatina deve ser tratada com antibióticos, como a penicilina em injecção intramuscular ou a eritromicina oral. Existem outros antibióticos também eficazes como a claritromicina, a azitromicina, a amoxicilina e as cefalosporinas.

• Tratamento


A ferida deve ser limpa. É administrado antídoto, um anticorpo que se liga à toxina e inibe a sua função. São também administrados fármacos relaxantes musculares, como curare.

A penicilina elimina as bactérias mas não têm efeito no agente tóxico que elas produzem. Os depressores do sistema nervoso central Diazepam e DTP também são dados, reduzindo a ansiedade e resposta aos estímulos.

• Prevenção


A melhor forma de prevenir a escarlatina é diagnosticar e tratar correctamente todos os casos de doença. As crianças doentes devem permanecer em casa e podem regressar à escola depois de medicadas e com pelo menos 24 horas sem febre.

• Pessoas mais predispostas


A escarlatina confere imunidade parcial, pois o indivíduo doente adquire anticorpos específicos para o tipo de estreptococo que o infectou. As pessoas mais predispostas são as crianças nos primeiros anos de frequência da escola.